Câncer de Ovário: diagnóstico precoce ainda é o maior desafio

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Sobre os Ovários
Os ovários são órgãos que compõem o sistema reprodutor feminino. Cada mulher possui dois ovários e eles são responsáveis pela produção dos óvulos, que são células reprodutivas. Os ovários também exercem uma importante função hormonal, pois são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais estrogênio e progesterona.

Estatísticas Câncer de Ovário
É uma doença rara. De acordo com os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam-se 6.150 novos casos em 2016. A doença representa 30% de todos os tumores ginecológicos e é o décimo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres.

Fatores de Risco
O histórico familiar para a doença é o fator de risco mais importante. Assim, mulheres que têm casos de câncer de mama ou ovário na família (avó, mãe, irmã) devem ficar atentas. Além disso, devem ser considerados como fatores de risco:
– Idade: é uma doença mais comum a partir dos 50 anos de idade
– Ter tido câncer de mama
– Nunca ter engravidado
– Endometriose
– Menopausa tardia
– Ter feito terapia de reposição hormonal pós-menopausa
– Ser portadora da mutação genética nos genes BRCA1 e BRCA2, que também aumenta o risco para câncer de mama*.

Prevenção
Estudos mostram que mulheres que usam contraceptivo oral por cinco anos têm o risco reduzido em 50% de desenvolver câncer de ovário. No entanto, o uso específico para fins de prevenção deve ser feito apenas com indicação médica para que sejam analisados os riscos, benefícios e eficácia do uso.
A cirurgia preventiva, também chamada de ooforectomia bilateral, é indicada apenas para casos em que há alto risco, com mutação genética, após estudo e avaliação feita por equipe médica multidisciplinar. Deve ser muito bem avaliada, pois é um procedimento que apresenta riscos.

Sintomas
Na fase inicial, a doença não apresenta muitos sintomas. Eles evoluem na medida em que a doença avança e podem ser confundidos com problemas gastrointestinais e outros menos graves, pouco valorizados pelas mulheres. O ideal é que a mulher, ao ter esses sintomas, procure um médico para avaliar o quadro. Os principais são:
– Indigestão, gases, prisão de ventre
– Necessidade frequente de urinar
– Sangramento
– Dor pélvica, costas, pernas, abdômen
– Aumento do volume abdominal.
– Fraqueza

Diagnóstico
O diagnóstico precoce é um grande desafio no câncer de ovário. Devido a falta de sintomas específicos, a doença geralmente é descoberta em fase avançada, o que diminui as chances de cura. Os principais exames para diagnosticar a doença são: ultrassonografia pélvica e tomografia.
É importante lembrar que exame Papanicolau, que é realizado nas consultas ginecológicas de rotina, não detecta o câncer de ovário.

Tratamento
Como outros tipos de câncer, o tratamento vai depender do estágio da doença. A cirurgia com resecção completa, inclusive de metástases intra-abdominais é o principal tratamento. A quimioterapia é quase sempre necessária. Hormonioterapia e radioterapia são raramente indicadas.

*Testes genéticos. Quando fazer?
Os testes genéticos para avaliar a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 devem ser feitos apenas nos casos em que há suspeita de câncer de mama ou ovário hereditário.

As informações contidas nesta página não substituem a consulta médica e possuem apenas caráter informativo/educativo. Consulte sempre o seu médico para outras informações. Atualizado em 01/06/2016