Dia Nacional de Combate ao Fumo: esporte é o aliado da campanha neste ano

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Dia 29 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data tem como objetivo mobilizar e conscientizar sobre os riscos do uso de derivados do tabaco. De acordo com a OMS, o tabagismo representa a principal causa evitável de morte por diversas doenças: câncer, cardiovasculares e respiratórias crônicas. Além disso, o tabagismo é fator de risco para outros problemas, como: infecções respiratórias, infertilidade, trombose, osteoporose, entre muitos outros.

Aproveitando o contexto do ano olímpico no país, a campanha deste ano terá como tema central ‘Mostre Atitude: sem o cigarro sua vida ganha mais saúde’. O objetivo é mostrar como a prática de atividades físicas pode trazer inúmeros benefícios no combate ao tabagismo, que vão desde a prevenção do início do hábito até ser uma aliada para incentivar a cessação do hábito, já que compromete o desempenho esportivo. “A prática de esportes só traz ganhos, pois promove um ambiente saudável, de bem estar, motiva as pessoas a melhorarem o preparo físico e também colabora no processo de quem está parando de fumar” – diz a médica do CQAI, Dra. Ana Alice Vieira Barbosa.

O combate ao uso de produtos derivados do tabaco é essencial para combater uma epidemia mundial, que provoca a morte de milhões de pessoas todos os anos. O tabagismo é considerado doença, causada pela dependência à nicotina. Pouco tempo depois de a substância ser absorvida, provoca uma sensação de prazer e bem-estar, induzindo o fumante a sempre consumir com mais frequência e em quantidades maiores. “Por causar dependência química, parar de fumar não é uma tarefa fácil, mas a boa notícia é que atualmente já existem tratamentos diversos para quem não consegue vencer essa etapa sozinho. È só buscar ajuda médica” – lembra Dra. Ana Alice.

TABAGISMO PASSIVO
Além dos danos para os fumantes, o tabagismo também pode afetar a saúde de quem não fuma, mas convive com quem tem o hábito e inala a fumaça que possui quase cinco mil substâncias tóxicas. Além de alergias, irritação nos olhos e dores de cabeça, o fumante passivo pode ter até problemas mais graves, como infecções respiratórias e infartos, caso fique por muito tempo exposto.

O Brasil possui uma lei Antifumo (12.546/2011) que proíbe em todo o país o uso de cigarro e de outros derivados do tabaco em locais totalmente ou parcialmente fechados por paredes, tetos ou toldos. A regra vale para locais públicos, cinemas, teatros, bares, restaurantes, shoppings, supermercados, entre outros. “A lei segue uma tendência mundial para proteger quem não fuma dos riscos à exposição, já que apenas são seguros os ambientes 100% livres da fumaça” – ressalta a médica.