Os
resultados de uma pesquisa sobre câncer infantil
realizada na Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha,
dão novas provas de que infecções
comuns que afetam mães e bebês podem ter
um papel importante no desenvolvimento de certas doenças.
Os cientistas descobriram que dois tipos de câncer,
leucemia e câncer no cérebro, ocorriam
repetidamente em crianças em épocas e
localizações geográficas específicas.
Esta relação espaço-tempo dos casos
é um padrão típico de doenças
infecciosas, o que dá peso à teoria de
que epidemias poderiam ter relação com
o surgimento de casos de câncer, o que não
quer dizer que as pessoas possam "pegar câncer"
junto com as doenças infecciosas. A infecção
só levaria ao desenvolvimento de câncer
em um número muito pequeno de indivíduos
que já são geneticamente suscetíveis
à doença. A descoberta pode levar à
adoção de medidas preventivas mais eficientes
para câncer, e resultar em um melhor tratamento
da doença
A equipe de cientistas analisou três mil casos
de câncer infantil, em crianças de zero
a 14 anos, num período entre 1954 e 1998.
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